quarta-feira, novembro 20, 2019
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Impressoras 3D ganham terreno em nossas casas e nas grandes indústrias

A vida moderna conta com facilidades que passaram longe da mente dos nossos antepassados, mesmo quando eles se colocaram na missão de prever o futuro. Com a descoberta de grandes inovações à época, como os transistores, que permitiram reduzir o tamanho dos dispositivos eletrônicos, vimos não só grandes saltos tecnológicos acontecerem como também a popularização de confortos que, em condições normais, ficariam limitados a poucos privilegiados.

Por trás disso, está também a ciência dos materiais. Um deles, o petróleo, pode até ser causador de males ao meio ambiente por conta do seu processo de extração e refino, mas foi ele que permitiu alguns avanços enormes para a humanidade – avanços que, em tempos atuais, são lugar-comum no nosso dia a dia.

As inovações tecnológicas têm sido tão intensas nos últimos tempos que, atualmente, com a introdução, por exemplo, das impressoras 3D, é possível até mesmo produzir bens dentro de nossas próprias casas.

No tempo das injetoras

O plástico como conhecemos é derivado de resinas extraídas do refino de petróleo, de onde também saem os combustíveis que movem as máquinas, lubrificam dobradiças, asfaltam as ruas e até mesmo esquentam nossa comida. O petróleo tomou o lugar das borrachas e das diversas misturas de elementos químicos por meio das quais era originada a matéria-prima que produzia o plástico usado no cotidiano.

Antes da impressora 3D, quem monopolizava a tarefa de dar forma ao polímero eram as máquinas injetoras, grandes peças industriais que faziam todo o processo de triturar a matéria-prima, esquentá-la a ponto líquido e depois moldá-la em diversas formas, preparando o plástico para o consumo futuro.

Enquanto nós, meros cidadãos, tivemos muito contato com o plástico por meio de potes de cozinha, copos e outros utensílios domésticos, foram as indústrias de ponta que viram gigantescos avanços por conta do material. A área farmacêutica, principalmente, com a produção de seringas, copos e até embalagens de medicamentos, que hoje são mantidos esterilizados de maneira muito mais prática do que na época em que os materiais eram quase todos de metal, foi bastante beneficiada. Até hoje, a medicina agradece tais avanços.

O mesmo vale para a indústria de eletrônicos. Os plásticos fazem parte não só da estrutura dos nossos aparelhos há décadas, mas também de placas eletrônicas e processadores que adquirem cada vez mais núcleos ano a ano. Ainda que hoje em dia sejam usados cada vez mais metais raros em benefício da velocidade de processamento desses itens, a base de tudo ainda é o plástico originado do petróleo extraído do território de países mundo afora.

O futuro é hoje

Em tempos de outrora, nossa maneira de obter materiais plásticos era com as vendedoras, de marcas como a Tupperware, que iam de porta em porta, ou nas lojas de R$ 1,99, que vendiam jogos de potes que podiam não selar sua comida de maneira tão eficiente, mas que ajudavam. Esse panorama vem mudando aos poucos com a popularização das impressoras 3D.

As grandes máquinas que trabalhavam intensamente para nos trazer pequenos produtos, hoje se reduzem em tamanho e aumentam em eficiência. Até mesmo itens antes limitados à indústria farmacêutica e a laboratórios de universidade, como próteses e aparelhos auditivos, já podem ser “impressos” em casa.

Com a intensificação do uso dessa tecnologia, diversos setores distintos estão investindo nela. Essa inovação, além de facilitar a vida cotidiana, também pode ser utilizada com propósitos de inclusão. Um exemplo de investimento visando a integração vem da companhia sueca IKEA, que, por meio de um sistema de impressão tridimensional, lançará acessórios de gaming com o intuito de aumentar a acessibilidade para gamers portadores de necessidades especiais. Esse esforço se explica pela popularidade dos eSports em tempos atuais, universo do qual ninguém quer ficar de fora devido ao seu grande sucesso de público e de ganhos monetários, tanto para os jogadores profissionais quanto em potencial. Esse setor vem crescendo tanto que diferentes mídias estão se conectando a ele, indo desde plataformas que oferecem chances de aposta em diversas competições do meio, conforme demonstra a presença do site de apostas Betway Esportes no mercado, até mídias ditas mais tradicionais, como ESPN e Globo, que têm dado maior atenção e fornecido cobertura digna a um meio que, dia após dia, cresce de maneira exponencial.

Mas as perspectivas trazidas por essas tecnologias não param por aí. Outro fato interessante é que os periféricos usados pelos gamers também podem ser atualmente produzidos em casa por meio das impressoras 3D. Teclados mecânicos que antes ocupavam apenas os sonhos das pessoas no começo da década se encontram a cliques de distância, e o mesmo vale para mouses gamers e outros itens que servem de auxílio ao treino dos jogadores em potencial.

Perspectivas que já se realizam

Conforme o uso das impressoras 3D vai aumentando, os projetos também ficam cada vez mais inovadores. Desde 2014, já é possível montar um carro inteiro por meio da máquina cuja ambição é quem sabe um dia sobrepujar as injetoras, que são muito mais caras do que a mesma.

Isso não se limita a veículos. Dependendo do tamanho da máquina, já é possível fazer projetos de casas inteiras por meio das impressoras 3D. É o que a empresa chinesa Yingchuang New Materials Inc. tem feito, produzindo residências usando materiais recicláveis. Ideia essa que, no futuro, pode servir até para os planos de candidatos presidenciais dos Estados Unidos em expandir a quantidade de moradias disponíveis aos cidadãos do país para resolver os problemas do mundo imobiliário estadunidense.

Aos poucos, as impressoras 3D vão chegando às grandes indústrias. Alguns podem ver isso como uma reversão do curso, mas aqui se trata apenas de reconhecer a iminente superioridade de um método que se mostra mais econômico, mais rápido e mais sustentável em produzir pequenos e grandes produtos em um mundo com recursos cada vez mais limitados.

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Sobre Diego Duarte

Diego Duarte atua como coordenador de suporte, é apaixonado por TI e arranha um violãozinho nos finais de semana

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